Digite seu e-mail para receber nossos informativos:
Imprensa > Release > Incentivo à inovação

Release

Incentivo à inovação14/09/2010



O Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP, em parceria com o CIESP, promoveu em 01/09, a palestra sobre as Linhas de Financiamento e Editais Destinados a Inovação das Indústrias Paulistas. O evento foi transmitido às 42 diretorias regionais, municipais e distritais do CIESP, por meio da TV Interativa.

Na palestra, foram apresentadas as principais linhas de financiamento para modernização, ampliação e inovação das empresas, esclarecendo também sobre as condições necessárias para utilização destes recursos.

Participaram do evento representantes das principais entidades ligadas ao tema, como: Financiadora de Produtos e Projetos (FINEP), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo levantamento realizado pela ABDI, empresas que inovam e possuem uma Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), apresentam um maior ganho de competitividade e tem maior probabilidade de exportação. Por este motivo, segundo o diretor da ABDI, Clayton Campanhola, melhorar os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é uma das metas da Agência. Não há outro caminho que não seja a inovação para se ter mais lucro e para se competir, alerta.

Campanhola explica que as empresas que buscam recursos públicos para P&D precisam ter capacidade de realização nessa área, como as que fazem parte de uma lista de empresas emergentes elaborada pela ABDI e IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A lista possui cerca 320 indústrias brasileiras com grande potencial inovador, sendo que 150 estão no estado de São Paulo e que compõem o público-alvo do evento.

A falta de clareza e conhecimento sobre as linhas de financiamento em P&D são apontados como os principais fatores pela defasagem em inovação no país. No entanto, com a retomada da discussão sobre a política industrial, a expectativa é que mais empresas sejam favorecidas tanto para obtenção de recursos pela FINEP, quanto pelo BNDES.

Segundo o diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho, a implementação de projetos de inovação passa pela superação da barreira do desconhecimento. As pequenas e médias empresas querem saber em que linhas seus projetos se enquadram. Elas têm dificuldade de desenvolver propostas sozinhas e esses eventos servem para auxiliá-las, diz Coelho.

O coordenador do CNPq, Cimei Borges Teixeira, alertou também que uma das barreiras para a inovação é o distanciamento entre a academia e a empresa sendo este o principal desafio do Conselho.

Para fomentar a interação entre universidade e empresa, o CNPq criou o programa Rhae (Recursos Humanos para atividades estratégicas), que tem como proposta inserir pesquisadores (mestres ou doutores) nas empresas, por meio da concessão de bolsas tecnológicas. Pretende-se com esse incentivo, fixar mestres e doutores dentro das empresas, pois são nelas que as ideias inovadoras se concretizam, além disso o aprendizado é mutuo.

Lembrando que, para a obtenção das linhas de financiamentos apresentadas são necessários alguns pré-requisitos como: possuir projetos de inovação que demandem financiamento para executá-los, possuir alguma atividade de Pesquisa e Desenvolvimento e não ter débitos com o governo.