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DIRETOR TITULAR DO CIESP SOROCABA PARTICIPA DO SEGUNDO DIA DO FÓRUM DIGITAL "TRANSPORTE DO FUTURO"28/09/2020 Evento promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba (AEAS), em conjunto com o CREA-SP, contou com a participação de 12 especialistas da área



Na última quinta-feira, 24/09, o diretor titular da Regional Sorocaba do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), Erly Domingues de Syllos, participou do fórum digital “Transporte do Futuro – Pensar para Transformar”. O evento foi promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba (AEAS), em parceria com o CREA-SP e contou com o apoio da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp) e da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).

Com o tema “Tecnologia local para os desafios do futuro”, Syllos enfocou a Indústria 4.0 e como será o transporte no futuro. “A Indústria 4.0 irá impactar significativamente a logística e os meios de locomoção. Por exemplo, podemos citar aplicações já existentes, como: veículos autônomos, entregas com drones como a Amazon já vem fazendo nos Estados Unidos e navios inteligentes”, explicou.

Segundo Syllos, a Indústria 4.0 terá impacto em três principais áreas: empregos, educação e negócios. “Essa nova revolução industrial já chegou na maior parte do mundo e também no Brasil, principalmente nas empresas multinacionais, e muitas delas estão aqui em Sorocaba. Há uma grande preocupação de que os robôs vão tirar empregos, mas isso não vem acontecendo nos países mais industrializados. Na Alemanha e na Coreia do Sul, por exemplo, o nível de desemprego é por volta de três a quatro por cento, enquanto no Brasil é de 13%.

A introdução dos microcomputadores eliminou 3,5 milhões empregos, mas por outro lado criou 19 milhões de empregos na indústria da Informática. O que vai ocorrer é uma adaptação gradual às mudanças e a relocação de funções, pois apenas 5% das funções poderão ser totalmente automatizados, enquanto 67% delas serão automatizadas em algum grau. Entre 75 e 375 milhões de trabalhadores terão que trocar de função, até 2030, em todo o mundo”, afirmou o diretor titular do CIESP Sorocaba.

No âmbito da educação haverá uma migração do modelo tradicional para o digital. “O sistema tradicional é voltado para o trabalho, tem foco em controle de qualidade, é rígida, concentra-se na proximidade do aluno com o professor e na escuta ao professor. Já no modelo digital que será usado daqui para frente, a educação será focada em conhecimento, no pensamento crítico, será colaborativa, a localização será menos significativa e irá promover a flexibilidade cognitiva, ou seja, a capacidade de pensar fora da caixa”, completou Syllos.

Estima-se que 65% das crianças que estão no ensino primário hoje trabalharão em profissões ou ocupações que ainda não existem. “Devemos preparar as pessoas para manipular tecnologias que não foram desenvolvidas e resolver problemas que ainda não existem. Nós do setor industrial estamos em total sintonia com o SENAI e com outras instituições de ensino para orientar e preparar os futuros profissionais para esse novo mercado de trabalho. Também será necessário fazermos uma reciclagem dos trabalhadores que estão hoje no mercado”, destacou Syllos.

O diretor do CIESP Sorocaba concluiu sua palestra observando que o conceito de Indústria 4.0 abrange várias tecnologias que se integram verticalmente na organização interna da empresa, desde o chão de fábrica até o administrativo, e horizontalmente na cadeia de conhecimento dessas tecnologias. “Estamos trabalhando para que Sorocaba se torne um Centro de Competência da Indústria 4.0. Mais de 90% das empresas sorocabanas são de pequeno porte e estão longe da tecnologia 4.0. É possível, no entanto, investir gradativamente em ferramentas tecnológicas, como: digitalização, inteligência artificial, impressão 3D, robótica, sensores inteligentes, entre outras, e com isso tornar as fábricas que já existem em indústrias inteligentes”, completou.

O Brasil terá que superar alguns desafios para implantar totalmente a Indústria 4.0. “Vários fatores precisam ser aprimorados, tais como: financiamento, infraestrutura, regulação, redução do tempo para registro de patentes, segurança jurídica, capacitações, plataformas, fatores locacionais da indústria e tributação”, concluiu Syllos.

Sobre o CIESP Sorocaba

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne indústrias e empresas parceiras contribuintes que atendem o segmento industrial. Com cerca de 10 mil empresas associadas e uma sede central na Avenida Paulista, na capital do Estado, a entidade possui 42 Diretorias Regionais, formando uma sólida estrutura a serviço dos interesses do setor.

A Regional Sorocaba, que completou 70 anos em 2020, foi fundada por um grupo de industriais com o objetivo de trabalhar pelo fortalecimento da indústria regional. Tornou-se um agente de articulação política, contribuindo para a atração de novos investimentos para a região, além de prestar serviços, fomentar a geração de negócios e desenvolver estudos e pesquisas.

A entidade oferece assessoria nas áreas jurídico-consultiva e técnica, econômica, de comércio exterior, infraestrutura, tecnologia industrial, responsabilidade social, desenvolvimento sustentável (meio ambiente), salas de crédito, rodadas e eventos de negócios, além de diversos convênios e um posto de atendimento do BNDES, realizando também a emissão de Certificado de Origem e Certificação Digital.

A área de atuação da Regional Sorocaba envolve 48 municípios e está dividida em cinco sub-regionais: Apiaí, Itapetininga, Itapeva, Piedade e Tatuí. A sede do CIESP fica na Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 3260, Alto da Boa Vista. Outras informações pelo telefone (15) 4009-2900 ou pelo site www.ciespsorocaba.com.br.

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