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Inovação e diversificação do parque industrial estimulou o crescimento de Sorocaba nos últimos dez anos07/08/2018 Por Erly Syllos, Diretor Titular do Ciesp Sorocaba



Ao comemorarmos o aniversário de 364 anos de Sorocaba, fazemos um balanço do crescimento industrial na cidade, que apesar dos altos e baixos da economia, nos últimos dez anos vem apresentando um avanço expressivo, liderado principalmente pela inovação e diversidade de seu parque industrial.

Mas quais foram os fatores na história contemporânea da cidade que resultaram nestas as mudanças significativas? Entre outros aspectos, podemos citar a perfeita integração da indústria com diversas entidades dos setores produtivos, tais como: Associação Comercial de Sorocaba (ACSO), SindusCon-SP, Sebrae-SP, Sesi, Senai, entre outras.

Em 2009, a reativação da fábrica da Case, empresa do grupo CNH, em Sorocaba também foi um marco para a cidade, pois a unidade recebeu investimento da ordem de R$ 1 bilhão, gerando 1.200 empregos diretos e outros 2.500 indiretos. A fábrica estava desativada desde 2001, dois anos depois da fusão das empresas Case e New Holland, que resultou na criação da CNH.

Outro grande divisor de águas na história recente da cidade foi a inauguração do Parque Tecnológico Alexandre Beldi Netto, em 2012. Este projeto nasceu de uma necessidade identificada pelo Ciesp Sorocaba de integrar a indústria com o poder público e o setor acadêmico. Com o empreendimento, Sorocaba passou a fazer parte de um seleto grupo de cidades que integram o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos do Estado de São Paulo.

As ações de aproximação entre os setores produtivo e acadêmico começaram em meados de 2009, quando o Ciesp passou a aglutinar as necessidades das indústrias e levar para as universidades, onde estão os polos de pesquisa e tecnologia. Esta união está sendo fundamental para o desenvolvimento da cidade como um centro de inovação. Com isso, estão sendo criados cursos com base nas necessidades da indústria, como por exemplo, o de Manufatura Avançada.

A cidade alçou um novo patamar quando recebeu a planta da Toyota, também em 2012, com um investimento de US$ 600 milhões. A chegada da montadora significou a geração de muitos empregos diretos e indiretos, mas para que isso acontecesse, a cidade teve que demonstrar que tinha mão de obra qualificada, infraestrutura logística e qualidade de vida. Com a Toyota vieram também as "sistemistas", ou seja, indústrias que fornecem para a montadora e que se instalaram próximo da fábrica.

Em 2015, a empresa anunciou um novo investimento de R$ 100 milhões para ampliação da capacidade produtiva. Isso devido ao programa de exportação que fez com que a Toyota pudesse passar sem grandes sobressaltos pela crise econômica de nosso país. No ano passado, a Toyota implantou uma nova linha para a montagem do Yaris, injetando mais R$ 1 bilhão no empreendimento, gerando mais de seis mil postos de trabalho para o segundo semestre de 2018.

Outro investimento de porte anunciado para Sorocaba em 2012 foi a Embraer, que venceu a concorrência pública de concessão de uma área de 20 mil m2 no aeroporto Bertram Luiz Leupolz, onde instalou uma unidade de manutenção de aeronaves.

Sede da Região Metropolitana

A cidade passou também a ser um polo de desenvolvimento regional com a criação da Região Metropolitana de Sorocaba. Esta foi uma das bandeiras do Ciesp, pois a entidade representa 47 municípios da região e as cidades passaram a ter acesso a uma legislação mais abrangente, além de maior visibilidade e novas oportunidades de negócios.

O alto grau de diversidade econômica da região é outro fator que possibilita essa integração regional. Há cidades com forte vocação industrial, outras com expressividade agrícola e em serviços e, mesmo entre os municípios industrializados, a diversificação do parque fabril é um grande diferencial.

Energias Renováveis

Sorocaba é também um dos principais polos de empresas multinacionais voltadas para os setores de energia eólica e solar do País. De acordo a ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), até 2020 a energia eólica representará 12% da matriz energética brasileira e deve chegar em 25% até 2030

Na vanguarda deste mercado, que exige investimentos em pesquisas e tecnologia, Sorocaba terá ainda este ano o primeiro Arranjo Produtivo Local (APL) voltado para as energias eólica e solar do País. O projeto foi lançado na sede do Ciesp Sorocaba em julho, e a formalização deve acontecer em agosto, com a constituição da instituição privada.

O objetivo desse novo APL é reunir aproximadamente 25 empresas da cidade que atuam no setor de energias renováveis e reforçar a articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e de pesquisa.

O futuro é a Indústria 4.0

Para onde Sorocaba ainda pode crescer? A resposta não é para onde e sim como será esse crescimento. Estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial, a chamada de Indústria 4.0. As indústrias do mundo todo estão se preparando para implantar este novo conceito, que leva em conta o aumento da informatização na manufatura, com máquinas e equipamentos totalmente integrados em redes e gerenciados em tempo real. A quarta revolução industrial traz uma nova abordagem para alcançar resultados que não eram possíveis há alguns anos, mas que se tornaram factíveis graças aos avanços tecnológicos da última década.

Deste modo, o papel do Ciesp Sorocaba tem sido o de aglutinar os diversos atores, seja do setor público, da sociedade civil ou da iniciativa privada para que a cidade conquiste avanços em todos os setores da sociedade, ciente de que só com a união de todos, em busca do bem comum, é que se atinge o desenvolvimento pleno.

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