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Conselho Monetário Nacional regulamenta linha especial de crédito para folha de pagamento08/04/2020 Perguntas e respostas sobre o crédito emergencial do governo federal podem ser acessadas no site coronavirus.fiesp.com.br



Um dos principais desafios dos empresários durante a crise da Covid-19 é o acesso ao crédito. Pensando nisso, a FIESP e o CIESP estão trabalhando em diversas frentes, entre elas: crédito, tributária, econômica, jurídica, ambiental, entre outras. Todas essas informações estão reunidas no site http://coronavirus.fiesp.com.br/.

Nesta segunda-feira (6/4), o Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária, regulamentou o programa de financiamento da folha de pagamento para pequenas e médias empresas.

De acordo com o diretor titular do CIESP Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, essa é mais uma das medidas adotadas pelo governo para proteger os empregos e a distribuição de renda. "Esta medida vai financiar cerca de 1,4 milhão de pequenas e médias empresas, que empregam 12,2 milhões de trabalhadores. Foram liberados R$ 40 bilhões em crédito com juros baixos para manter a folha de pagamento por dois meses", explica Syllos.

Segundo o diretor, ao tomar esse crédito a empresa se compromete a não demitir o funcionário nesse período de dois meses. "O limite de financiamento é de dois salários mínimos. Caso o trabalhador ganhe mais, a empresa terá que completar o pagamento", completa.

Os recursos para essa linha de crédito virão do Tesouro Nacional (85%) e das instituições financeiras (15%). "A União, por meio do Tesouro Nacional, aportará até R$ 34 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuará como agente financeiro da União no programa. A taxa de juros é de 3,75% ao ano, atual taxa Selic, com seis meses de carência e 36 meses para o pagamento. Não haverá dificuldade de liberação do crédito porque o tesouro está assumindo 85% do risco. A recomendação da FIESP e do CIESP é que a empresa procure o banco que já processa sua folha de pagamento", ressalta Syllos.

O dirigente empresarial destaca ainda que o financiamento é válido para empresas que faturam de 360 mil a 10 milhões por ano. "Nosso presidente Paulo Skaf já solicitou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que essa linha seja liberada para todas as empresas, uma vez que os recursos tomados serão depositados diretamente nas contas dos funcionários", observa.

Depósito compulsório

O Banco Central (BC) anunciou que devido à elevada demanda por recursos decidiu permitir que os bancos participantes do programa deduzissem o valor por eles financiado do recolhimento compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositado no BC sobre recursos a prazo). A medida passa a ter efeito, em termos de recolhimento, a partir do próximo dia 20. O volume que pode ser deduzido poderá chegar a R$ 6 bilhões, cerca de 5% do valor atual de recolhimento compulsório sobre recursos a prazo.

Leilão reverso de crédito FIESP/CIESP

Syllos comenta ainda que visando auxiliar os empresários no acesso ao crédito, seja na busca por financiamento, renegociação de contratos, repactuação de financiamento com crédito novo ou até na dificuldade de contato com o banco de relacionamento, a FIESP e o CIESP criaram um formulário para o empresário relatar seu desafio de crédito e com isso acionar as instituições financeiras.

"Na prática, no Leilão Reverso de Crédito os empresários preenchem um formulário em que relatam em detalhes seu desafio de crédito e, com isso em mãos, é possível acionar as instituições financeiras para que resolvam a situação, como já vem acontecendo em muitos casos", afirma Syllos.

Todas as medidas de crédito implementadas pelo governo federal estão reunidas em um único documento e podem ser acessadas através do link: https://coronavirus.fiesp.com.br/20200327-medidas-credito-governo-federal.html.

Sobre o CIESP

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne indústrias e empresas parceiras contribuintes que atendem o segmento industrial. Com cerca de 10 mil empresas associadas e uma sede central na Avenida Paulista, na capital do Estado, a entidade possui 42 Diretorias Regionais, formando uma sólida estrutura a serviço dos interesses do setor.

A Regional Sorocaba, que em 2020 comemora 70 anos, foi fundada por um grupo de industriais com o objetivo de trabalhar pelo fortalecimento da indústria regional. Tornou-se um agente de articulação política, contribuindo para a atração de novos investimentos para a região, além de prestar serviços, fomentar a geração de negócios e desenvolver estudos e pesquisas.

A entidade oferece assessoria nas áreas jurídico-consultiva e técnica, econômica, de comércio exterior, infraestrutura, tecnologia industrial, responsabilidade social, desenvolvimento sustentável (meio ambiente), salas de crédito, rodadas e eventos de negócios, além de diversos convênios e um posto de atendimento do BNDES, realizando também a emissão de Certificado de Origem e Certificação Digital.

A área de atuação da Regional Sorocaba envolve 48 municípios e está dividida em cinco sub-regionais: Apiaí, Itapetininga, Itapeva, Piedade e Tatuí. A sede do CIESP fica na Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 3260, Alto da Boa Vista. Outras informações pelo telefone (15) 4009-2900 ou pelo site www.ciespsorocaba.com.br.