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Em palestra no Ciesp Sorocaba, Roriz Coelho explica os impactos da indústria 4.0 na sociedade moderna18/06/2019



Cerca de 120 empresários lotaram o auditório da Regional Sorocaba do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), na última quinta-feira (13/09), para a palestra do 2º vice-presidente do Ciesp e da Fiesp e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (DECOMTEC) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, sobre a Indústria 4.0.
O evento foi aberto pelo diretor titular do Ciesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, que destacou a relevância do tema e os esforços que a entidade está empregando para que Sorocaba se torne um case de sucesso da Indústria 4.0 no país. "O assunto é extremamente importante e interessante, uma vez que terá impacto em todos os segmentos da sociedade e na vida do cidadão comum. Isso já está acontecendo em países mais desenvolvidos, como Estados Unidos e Alemanha, mas lamentavelmente no Brasil apenas 2% das empresas estão na Indústria 4.0. Estamos trabalhando para, em conjunto com o Parque Tecnológico e o setor acadêmico, levar a manufatura avançada para a cadeia de suprimentos das grandes indústrias", explicou Syllos.

Em sua palestra, Roriz Coelho destacou como as empresas podem se adequar às novas tecnologias. "Não é necessário fazer aquisição em massa de equipamentos, pois os países que estão mais avançados começaram a partir das fábricas existentes. A indústria 4.0 não é somente inteligência artificial e aquisição de softwares. Trata-se de uma integração que combina escala com flexibilidade e customização, reduzindo o custo e aumentando a produtividade das empresas", destacou Roriz.

Benefícios
Segundo o palestrante, a indústria 4.0 tem provado ser muito benéfica para os países mais desenvolvidos. "Os Estados Unidos têm hoje a menor taxa de desemprego dos últimos 50 anos. Teoricamente, eles deveriam ter inflação, mas isso não está ocorrendo, em grande parte por causa do aumento da produtividade resultante da manufatura avançada", observou o 2º vice-presidente do Ciesp e da Fiesp.
Roriz ressaltou que hoje todo mundo quer flexibilidade e a Indústria 4.0 agrega valor aos produtos ao combinar escala com customização e interação com o cliente. "Isso tudo somente é possível devido à redução do lead time, do custo de manutenção, do consumo de energia, do tempo de chegado do produto ao mercado e do aumento da produtividade", ponderou.
O 2º vice-presidente do Ciesp e da Fiesp destacou ainda que várias áreas sofrerão mudanças em função da quarta revolução industrial. "Desde a logística, passando pela agricultura e a medicina, visto que em um futuro bem próximo não terá mais filas nos hospitais para fazer exames, todos os segmentos serão impactados. Um exemplo disso, é a área de petróleo e gás que teve o custo de produção drasticamente reduzido e o aumento da qualidade", observou.

Educação

De acordo com o palestrante, os países que tem menos desemprego hoje são os mais robotizados e haverá a necessidade de preparar as pessoas para essa nova realidade. "A educação tradicional é muito voltada para o trabalho e a digital para o conhecimento. A forma de ensinar vai deixar de ser tão rígida e será cada vez mais colaborativa. Com a educação à distância não será mais necessário ter um contato estritamente pessoal com o professor e isso traz a flexibilidade cognitiva, que é estar atento a tudo o que está ao redor e fazer uma avaliação crítica. Na China e na Coreia isso já é uma realidade e traz grandes impactos para a sociedade, uma vez que cerca de que 65% das crianças que estão no ensino primário hoje, trabalharão em profissões e ocupações que ainda não existem", citou.

Inteligência artificial


Na indústria 4.0, os clientes serão os "donos da produção", pois a máquinas conectadas permitem que produtos personalizados sejam fabricados em escala industrial e com a inteligência artificial a reposição é automática. "Não será mais necessária uma negociação presencial, a decisão de compra será tomada por inteligência artificial. Se não tivermos conectados digitalmente, vamos ficar fora desta cadeia de suprimentos. Na fábrica alemã da Bosch, por exemplo, toda caixa de matéria prima tem um sensor e quando chega à fábrica, ela ‘avisa’ isso aos operários. Quando sai, ‘pede’ sozinha a reposição do item. Não existem pessoas movimentando componentes na planta e isso reduz o custo de logística", ressaltou.

Com a digitalização, as cadeias de suprimentos serão totalmente conectadas e monitoradas em tempo real. Isso irá gerar elevados investimentos em segurança da informação e o aumento da concorrência, uma vez que haverá o encurtamento das cadeias e a redução dos intermediários. "Neste mundo digital, o usuário do produto terá uma conexão direta com quem produz ou comercializa. Os intermediários serão os market places, ou seja, as plataformas digitais", advertiu o palestrante.

Neste sentido, Roriz destacou também a desvalorização das ações de empresas tradicionais do varejo. "Enquanto as ações das empresas tradicionais caíram 98%, a Amazon que é digital aumentou 4050 vezes o valor de suas ações, em dez anos, que é um período curto de tempo", disse.

Desafios e oportunidades

Em sua explanação, Roriz destacou os principais desafios e oportunidades para o país na Indústria 4.0. "Enquanto o Brasil atravessava a pior crise de sua história, o resto do mundo já caminhava rumo à quarta revolução industrial. Apesar disso, temos uma indústria diversificada e há oportunidades importantes em setores como: agroindústria, aeronáutico, plásticos, alimentos processados, energia, petróleo e gás, minerais, papel e celulose, cosméticos, medicamentos, equipamentos médico-hospitalares, entre outros", analisou.

Outro dado importante é que 70% do investimento privado em Pesquisa e Desenvolvimento no país tem origem na indústria de transformação. "No entanto, o cenário é desafiador, pois temos questões cruciais a serem resolvidas, como: financiamento, patentes, segurança jurídica, capacitação, tributação, taxas de juros, spread bancário, regulação da privacidade dos dados, leis de trânsito para carros autônomos, além da falta de infraestrutura tecnológica no país", concluiu.

Sobre José Ricardo Roriz Coelho

Engenheiro mecânico pela UNB; pós-graduado em Marketing pela ESPM; Especialização em finanças pela FGV/SP; MBA pela Fundação Dom Cabral; Gestão Avançada pelo INSEAD, França; Especialização - China: Oportunidades e Desafios, University of British Columbia – Pequim, Jiao Tong University – Shangai; Especialização em TQM – Total Quality Management pela Union of Japanese Scientists and Engineers – JUSE, Japão; Especialização em Estratégia e Competitividade em Harvard; Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pela Fundação Dom Cabral.

Foi Presidente da Polibrasil, Suzano Petroquímica, Vitopel e atualmente Conselheiro de empresas e instituições. Acumula atividades ligadas à Indústria, tais como: presidente da ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico; presidente do SINDIPLAST – Sindicato da Indústria do Plástico, segundo vice-presidente da FIESP e do CIESP – Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo; Diretor Titular do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia - DECOMTEC da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

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